Como a ARA começou
Dizem que é a pedra que escolhe a gente.
Eu já tinha ouvido falar de cristais. Anos atrás comprei uma pedra azul e, depois disso, o interesse passou.
Em setembro de 2025, num momento de olhar para a minha própria vida, voltei às pedras. Comprei pulseiras de ametista e algumas pedras brutas para casa. Coloquei tudo numa tigela de vidro na mesa da sala, num arranjo simples, e depois esqueci que tinha feito isso.
Depois de me conectar com as pedras, veio um insight da espiritualidade. Eu estava deitado para dormir, e ele chegou muito forte: trabalhar com cristais. A primeira imagem foi a de uma peça de madeira e vidro com as pedras dentro. Procurei em todo lugar e só encontrava caixas de relógio, caixas com divisórias, nada parecido com o que eu tinha tão claro na cabeça. Aqui no Brasil, aquilo não existia. Então decidi criar.
Da minha própria experiência veio a outra ideia: quando escolhi os meus primeiros cristais, fui atrás das pedras do meu signo. Por que não criar uma Arca só para cada pessoa, a partir do nome, da data de nascimento e do que ela está vivendo?
Não existe receita. Eu bato o olho na pedra, vejo o que ela me mostra, e escolho. Ou ela me escolhe.
As pedras brutas da ARA não vêm em saco, todas iguais. Vêm do Brasil e de outras partes do mundo, como o geodo do Marrocos, e eu escolho uma a uma, olho no olho. Cada uma é única. É isso que faz cada obra ser exclusiva. Os acessórios vieram depois, para completar a obra, mas o coração da ARA sempre foi o cristal.
Nunca imaginei trabalhar com cristais, nem ter um ateliê. Hoje cada peça sai daqui montada com muito amor, para se conectar com a vida de quem recebe, assim como os cristais se conectaram com a minha.
Fundador da ARA